Recordações

26, Fevereiro, 2008

[Vitor di Souza]

Ontem eu pude ver o jardim
Onde costumávamos ficar,
Nossos nomes ainda estavam lá,
Marcados como um amor sem fim…
Os galhos tristes pareciam me olhar,
Perguntando onde você está,
Não pude responder…
Tentei apenas lembrar,
Recordações que me fizeram chorar…
As folhas que me olhavam,
Caiam sem parar,
Tentavam acompanhar minhas lágrimas…
E ao tocar o chão,
O capricho do vento parecia junta-las
Em forma de coração…
A nossa árvore amor,
Parecia lembrar,
E ao mesmo tempo perguntar,
Onde você está?
Onde você está?
No silêncio da minha resposta,
O jardim inteiro se calou…
Apenas a chuva que chegou e apagou minhas lagrimas…
O frio que ficou me fez entender,
Que aquele lugar vazio,
Não faz mais sentido sem você…

Qual teu nome?

24, Fevereiro, 2008

Eu escrevi cartas, eu escrevi simples textos, e escrevi o endereço das palavras num papel qualquer e te entreguei. Sem dizer o que tinha vontade, sem dizer por não ter coragem, que você era a garota mais bela que eu já havia visto. Que tudo em você brilhava em meu olhar, que todas aquelas palavras que eu nunca te ouvi falar era imaginadas em minha cabeça. Aquelas 2 semanas foram muito mais em meu tempo, foram primaveras, foram outonos, foram verões, foram ainda mais invernos de tão frios. E enquanto eu ficava ali sentado te ver passar por mim por curtos-eternos segundos foram injeções de alegria, foram sopros de esperança, foram ainda mais distantes, foram muito além daquela lua que lá fora mora, foram mais que rimas, muito mais que frases entrelinhas, mas que abraços reais, mais que sonhos irreais. Foi o teu olhar no meu, foi meu olhar te perguntando: Qual é teu nome?